Foto: Victor Ferreira/EC Vitória Assim terminou a noite deste sábado, no Barradão. Ao Vitória, a glória consumada com a entrega da taça de campeão brasileiro. Ao Sport, o lamento. Por entrar em campo precisando do resultado para sonhar com o acesso à Série A, mas deixando ele derrotado. No duelo de Rubro-negros nordestinos, o time baiano levou a melhor, com golaço marcado por Osvaldo, de fora da área, no segundo tempo. O suficiente para sepultar o jogo e decretar o triunfo do Vitória por 1 a 0. Os pernambucanos até ensaiaram uma pressão no início de cada tempo, mas insuficiente, pelas chances perdidas, para sair com os três pontos.
Como fica
Para seguir sonhando com o acesso, o Sport precisa ganhar do Sampaio Corrêa e torcer para que quatro de cinco combinações não aconteçam: Mirassol, Novorizontino, Atlético-GO e Vila Nova não vençam seus jogos - contra Tombense, Criciúma, Guarani e ABC, respectivamente - e ou o Juventude perder seu jogo contra o Ceará, no Castelão.
Festa, recorde
O Barradão viveu uma tarde mágica. De torcedor com piscina no estacionamento do estádio às 9h da manhã à festa no campo. E isso independentemente do resultado, porque o motivo se justificava: a taça da Série B estava no Barradão para o Vitória erguê-la. A torcida respondeu: recorde de público nas arquibancadas, com 28.372 pagantes - superando os 28.254 diante do Juventude.

E choro de Vagner Love…
Se a missão ainda estava difícil com o 0 a 0, ela terminou pior com a saída precoce de Vagner Love. O artilheiro rubro-negro na Série B tentou chute no decorrer do primeiro tempo e se lesionou sozinho, chorando muito na saída do campo.

Primeiro tempo
O Sport jogou mais e melhor que o Vitória. Pressionou o rival dentro de sua casa e, se não fosse por Facundo Labandeira, poderia inclusive ter selado um triunfo seguro no primeiro tempo. O uruguaio perdeu grandes chances com passes açucarados de Vagner Love e Felipinho e, na maior delas, cara a cara com Lucas Arcanjo, chutou para fora. Mas, as investidas ao gol baiano praticamente cessaram depois da lesão de Vagner Love, até então o melhor jogador do Sport na partida. O centroavante deixou o campo lesionado e chorando. O Vitória, por outro lado, esteve todo o tempo aguerrido, combatendo, mas cedeu muitos espaços e, quando chegou ao ataque, na sua principal virtude, que é a velocidade, perigo muito pouco. Jordan esteve como mero espectador.

Segundo tempo
Assim seguiu a tônica no segundo tempo: Sport pressionando e o Vitória (ainda) errante. Assim Chico, Fabinho e Negueba construíram suas oportunidades. Negueba, a melhor, chutando dentro da área e Lucas Arcanjo salvando. Mas o time baiano pouco a pouco ficou mais solto no jogo. E explodiu o Baradão com um golaço de Osvaldo, aproveitando clarão da defesa e mandando uma bomba, de longe, sem chances para Jordan. Minutos depois, quase o 2 a 0. Dudu tentou o cruzamento, mas a bola tomou o caminho do gol e bateu na trave. O Sport teve lampejos com Jorginho e Fabinho, mas Arcanjo, mais uma vez, se impôs. O Vitória seguiu apertando e, se não fosse Jordan, o Sport estaria em situação pior. O goleiro foi determinante e salvou o Rubro-negro nos chutes de Gegê e Wellington Nem. Nos acréscimos, Matheus Gonçalves ainda finalizou rente à trave, mas a bola foi para fora.
FICHA TÉCNICA
Vitória 1x0 Sport
Série B - 37ª rodada
Local: Barradão, em Salvador (BA)
Data: 18/11/2023 (sábado)
Horário: 17h
Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (MG-Fifa)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG-Fifa) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
Quarto árbitro: Josué Reis de Jesus Júnior (BA)
VAR: Rodolpho Toski Marques (PR)
Cartões amarelos: Dudu, Rodrigo Andrade (Vitória) / Labandeira, Eduardo (Sport)
Gol: Osvaldo (Vitória)
Vitória: Lucas Arcanjo; Zeca, Camutanga, Wagner Leonardo e Matheusinho; Dudu (Marco Antônio), Rodrigo Andrade (Gegê) e Giovanni Augusto (Wellington Nem); Osvaldo (Mateus Gonçalves), Iury Castilho e Wélder (Zé Hugo). Técnico: Léo Condé.
Sport: Jordan; Eduardo (Ewerthon), Chico, Rafael Thyere e Felipinho; Fabinho, Felipe (Ronaldo Henrique) e Jorginho; Facundo Labandeira (Diego Souza), Edison Negueba (Edinho) e Vagner Love (Peglow). Técnico: Enderson Moreira.