Robinson de Castro comenta gestão do Ceará e considera o Bahia como maior do Nordeste
30/03/2021 | 00:31:11 Redação Camaçari esportes
Foto: Arquivo

A frente do Ceará desde 2015, o presidente Robinson de Castro vem sendo um destaque da administração no futebol do Nordeste e do Brasil. Em entrevista para o BN na Bola, programa da rádio Salvador FM 92.3, apresentado por Emídio Pinto, Glauber Guerra e Ulisses Gama, o dirigente do Vozão comentou sobre o trabalho que vem sendo realizado com a agremiação, mas não deixou de destacar que ainda reconhece o Bahia como maior clube da região.

 

Eles destacou que, apesar de ter superado o Tricolor na Copa do Nordeste de 2020 e ter vencido o Rubro-negro por 3 a 1 no duelo realizado este mês pela mesma competição, ainda vê grande potencial nas equipes e que declarou que, aos poucos, o Ceará apenas está criando uma disputa saudável entre os grandes clubes.

 

 

“A nossa fase está muito boa, mas Bahia e Vitória também são dois gigantes. O Vitória hoje talvez um pouco atrativo pela realidade atual, mas o Bahia é um time que se estruturou e ainda considero o maior do Nordeste, na minha avaliação. E estamos buscando tirar essa diferença. É uma concorrência boa, que puxa os clubes para cima”, opinou Robinson de Castro.

 

Sobre sua gestão, o presidente comentou que o trabalho vem sendo realizado aos poucos para atingir a boa administração que tem hoje. Entretanto, o dirigente ainda reconhece que o cenário atual impacta o clube e que é preciso se manter firme para garantir as coisas nos trilhos. 

 

“Nos estamos passando pela dificuldade que todos os times estão passando. Claro que talvez com uma menor proporção devido a um trabalho de mais de dez anos que tem sido feito aqui no clube, fazendo o dever de casa, sem gastar mais do que arrecada, evitar criar partilhas, eliminar nossas dívidas trabalhistas, o Ceará não deve um centavo de dívida trabalhista, em 2014 já estava tudo liquidado… Então é um clube que de degrau em degrau e com muita disciplina e resiliência, porque é um clube de massa e tem muita pressão”, explicou Robinson. 

 

“A gente conseguiu ao longo desses anos fazer o clube evoluir, criar práticas na gestão que a gente vai, aos poucos, colhendo frutos, mas sem subir no sapato alto, sem achar que chegamos há algum lugar. Ainda falta muita coisa a ser feita, muita atenção e muita disciplina na gestão e temos consciência no que diz respeito a todas as esferas do conselho deliberativo, que entende que esse é o caminho a ser trilhado”, completou.

 

Sobre as questões financeiras não só dos clubes do Nordeste, mas de todos que compõem com seus representantes o conselho da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o presidente do Ceará apoiou Guilherme Bellintani no posicionamento de que o futebol brasileiro deveria ser mais rígido quanto a relação entre gastos e arrecadações das agremiações. 

 

“Eu sou defensor do fair play, o [nosso] clube tem essa política de tratar suas contas de forma responsável. Acho que o Ceará hoje é uma boa referência nessa questão. Infelizmente, aquilo que já acontece hoje na Europa ainda não alcançou a gente, acabamos não copiando aquilo que seria uma das coisas importantes e que fariam o futebol de tornar referência, inclusive, como sistema”, pontuou o dirigente. 

 

“O futebol é um grande símbolo para o futebol brasileiro e no momento que se organiza, dá a todo mundo essa impressão de se espelhar no futebol. O Bellintani tem razão, tem sido tocado pouco nesse assunto na CBF. Mas talvez juntando aqui no Nordeste o Ceará, o Fortaleza, o Bahia, os clubes mais organizados, a gente se una para a gente conquistar isso”, finalizou. 

 

Presidente do Vozão há cinco anos, Robinson de Castro foi reeleito para o cargo da atual gestão. Desde então, o clube vem ganhando destaque regional e nacional, tanto na equipe principal, quanto da base, com relação a títulos e organização dos grupos.

 

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