Leonardo Jardim assume o Flamengo e admite ingenuidade em fala antiga: “Clube de dimensão mundial”
05/03/2026 | 14:03:49 Paulo Melo
Foto: Emanuelle Ribeiro / ge

O Flamengo iniciou oficialmente uma nova era nesta quinta feira, dia 5 de março de 2026. Após comandar sua segunda atividade no Ninho do Urubu, o técnico português Leonardo Jardim foi apresentado como o sucessor de Filipe Luís. Em suas primeiras palavras como comandante do Rubro Negro, o treinador não escondeu o entusiasmo com o desafio e aproveitou para esclarecer polêmhas passadas.

“Flamengo é um clube de dimensão mundial, está no topo dos melhores clubes do mundo. É uma grande motivação estar aqui e ser treinador da Nação. Quero continuar nas conquistas. O clube vive de títulos e resultados”, afirmou o técnico, que recebeu a camisa de número 12, simbolizando a força da torcida como o décimo segundo jogador em campo.

Retratação sobre o Cruzeiro e pragmatismo

Um dos pontos mais esperados da coletiva foi a explicação sobre sua saída do Cruzeiro e a antiga promessa de não treinar outro clube no Brasil. Com sinceridade, Jardim classificou sua fala anterior como um erro de momento. “Falei o que foi sentido. Me sentia bem em BH, acreditava num projeto a médio longo prazo, mas a vida nos cria surpresas. Tive problemas de ordem familiar e pessoal que precisava resolver”, explicou.

O treinador foi além e admitiu que divergências internas na Raposa apressaram o fim do ciclo. “Fui emotivo porque acreditava que o projeto seria a longo prazo, mas também fui ingênuo. Às vezes a emoção nos leva a ter algumas tiradas infelizes. Agora, o capítulo do Cruzeiro passou e quero estar focado nesse novo desafio”, completou.

Respeito ao DNA e continuidade

Conhecido por montar equipes fortes em transições rápidas, Leonardo Jardim garantiu que não pretende fazer mudanças drásticas na identidade de jogo que a torcida está acostumada a ver. O português ressaltou a qualidade técnica do elenco e o respeito pelo trabalho deixado pelo antigo comandante.

“O treinador não vai trocar o DNA da equipe. Vai tentar colocar seu cunho pessoal em algumas situações, mas com certeza vamos aproveitar muito do trabalho do Luís. Era um dos treinadores brasileiros com quem eu tinha uma boa relação e trocava ideias”, revelou. Segundo ele, a prioridade agora é rentabilizar os talentos do grupo, aproveitando tanto a posse de bola quanto a agressividade dos jogadores.

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