“Responsabilidade de quem assume”: Rogério Ceni explica queda do Bahia e lamenta falta de eficiência
26/02/2026 | 13:14:19 Paulo Melo
Foto: Divulgação / EC Bahia

A eliminação precoce do Bahia na Copa Libertadores continua sendo o assunto principal nos bastidores do Fazendão. Após a derrota nas penalidades para o O'Higgins, ocorrida na última quarta feira, dia 25 de fevereiro de 2026, o técnico Rogério Ceni utilizou a entrevista coletiva para analisar os erros que custaram a vaga. O treinador não escondeu a frustração e definiu o momento como um dos mais complicados desde que iniciou seu trabalho no comando do Esquadrão.

O ponto que mais gerou debate foi a escolha dos jogadores para as cobranças de pênaltis. Ceni explicou que a lista foi montada com base no rendimento durante as atividades preparatórias e na confiança demonstrada pelos atletas na hora da decisão.

Só perde quem bate. Eu também já bati várias vezes e errei algumas. O Dell apresentou bom aproveitamento nos treinos, quis assumir a cobrança e teve a oportunidade. Pênalti é responsabilidade de quem assume”, destacou o técnico.

Controle perdido e falta de gols

Ao avaliar o desempenho técnico, Rogério Ceni ressaltou que o Bahia teve o domínio da partida, mas voltou a demonstrar uma deficiência crônica nesta temporada: a baixa conversão de chances reais em gols. O time chegou a abrir 2 a 0 ainda na etapa inicial, placar que garantia a classificação direta, mas não conseguiu sustentar a vantagem.

Criamos bastante e convertemos pouco em relação ao volume produzido. Tivemos oportunidades claras para decidir cedo”, pontuou. Além da falta de pontaria, o treinador citou o abatimento emocional do grupo após sofrer o gol que igualou o placar agregado. “O jogo estava sob controle. Perdemos uma bola que era nossa e o gol alterou completamente o panorama. O time sentiu, ficou nervoso e passou a atacar sem organização”, analisou.

Prejuízo no calendário e foco nacional

As consequências de ficar fora das competições continentais pelo restante de 2026 foram tratadas com seriedade pelo comandante. Para ele, o impacto vai além das quatro linhas, atingindo diretamente o planejamento estratégico do clube para o ano.

É um prejuízo gigantesco ficar sem calendário internacional. Você projeta a temporada inteira e vê tudo escapar em uma decisão. Agora precisamos trabalhar para recuperar o equilíbrio emocional e seguir fortes nas competições nacionais”, finalizou Ceni.

 

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