Foto: Reprodução Após o empate do Bahia, o técnico Rogério Ceni voltou a fazer críticas diretas ao gramado da Arena Fonte Nova. Em entrevista coletiva, o treinador foi enfático ao afirmar que a manutenção do campo não recebe a atenção necessária, principalmente logo após o término das partidas.
“Não teve recuo, nem pedido para recuar. Não existe isso. O Fluminense teve a bola e, em alguns momentos, demoramos para subir a marcação, isso é verdade. Depois da expulsão do Dell, tivemos que baixar as linhas. É o segundo jogo seguido com jogador expulso. A partir daí, precisamos defender mais e buscar os contra-ataques. Tínhamos Kike e Sanabria frescos para isso”, iniciou Ceni.
Na sequência, o treinador direcionou novamente o foco ao estado do gramado. “No primeiro tempo erramos muitos passes e o gramado já começa a ficar ruim. O jogo acabou agora e não tem ninguém cuidando do campo. Acham que gramado se cuida só em horário comercial. Não é assim. Terminou o jogo, tem que começar a manutenção. Como não fazem absolutamente nada aqui, o gramado vai piorar. No primeiro tempo jogamos abaixo, no segundo melhoramos. Só baixamos as linhas depois da expulsão”, completou.
O comandante ainda reforçou o impacto direto do campo no rendimento da partida. “Depois começamos a errar muito e eles tiveram chances claras de fazer outros gols. Um deles só não saiu graças a um erro provocado pelo gramado ruim que não cuidam aqui”.
Vale lembrar que o gramado da Fonte Nova passou por troca em outubro do ano passado, após uma sequência de críticas nos jogos do Bahia contra Palmeiras e Flamengo.
Reação no segundo tempo e elogios às mudanças
Mesmo saindo atrás no placar ainda na primeira etapa, o Bahia apresentou melhora no segundo tempo, especialmente após as entradas de Sanabria e Kike Oliveira. A jogada do gol passou pelos dois e confirmou a leitura positiva das substituições feitas pela comissão técnica.
“As trocas fizeram a diferença. Neste ano temos mais peças no elenco que se equivalem a quem começa jogando. Já saímos atrás do placar em dois jogos e conseguimos reações difíceis contra Corinthians e Fluminense. Hoje alguns jogadores ficaram abaixo, erraram fundamentos simples, passes curtos. Quando começa a errar, isso vai se acumulando. O que nos sustentou foi ter opções no banco”, avaliou Ceni.
O treinador também detalhou o impacto individual das alterações. “Fazia tempo que não trocávamos um ponta por outro. Fico feliz por ter jogadores assim. O Ademir teve espaço e foi mais agressivo. O Pulga não conseguiu render como no ano passado. A entrada do Kike foi fundamental, roubou bolas. O Sanabria vinha de lesão e, com tantos acréscimos, ficou difícil para ele. Acho que as trocas deram energia ao time. Uma pena a expulsão do Dell logo após o gol, porque ali mudou completamente o comportamento da equipe em campo”, concluiu.
Pelo Campeonato Brasileiro, o Bahia volta a campo na próxima quarta-feira, às 21h30, contra o Vasco, em São Januário. Antes disso, neste domingo, o Tricolor enfrenta a Juazeirense, às 16h, no Estádio Adauto Moraes, pelo Campeonato Baiano.