Eleições no Vitória: Fábio Mota projeta maior SAF do país, reforços pontuais e Baianão com time alternativo
10/12/2025 | 14:26:17 Paulo Melo
Foto: Reprodução / Ge

A três dias das eleições para o triênio 2026 a 2028, o Vitória pode voltar a ter um presidente reeleito após 15 anos. Fábio Mota, líder da chapa Leão Colossal, tenta permanecer no comando do Conselho Gestor e seguir à frente do clube que dirige desde outubro de 2021, quando assumiu interinamente. Em setembro de 2022, ele foi eleito para o primeiro mandato.

Caso vença novamente, Mota repetirá um feito que não ocorre desde a gestão de Alexi Portela, encerrada em 2013. Entre 2014 e 2021, o clube viveu forte instabilidade política e sucessivas mudanças de direção.

Segundo Mota, sua gestão foi marcada por um processo intenso de reconstrução, período que, nas palavras dele, exigiu dedicação integral. O dirigente lembra que encontrou o clube em uma das fases mais delicadas da sua história, com dívida estimada em 600 milhões de reais, seis meses de salários atrasados, categorias de base sucateadas e patrimônio deteriorado.

Ele afirma que, a partir de 2022, foi montada uma equipe comprometida em reorganizar o Vitória. Desde então, o clube deixou a Série C, venceu a Série B, retornou à elite e vai disputar a terceira Série A consecutiva, algo alcançado por apenas um presidente antes dele. Nesse período, também voltou a conquistar o Campeonato Baiano depois de seis anos longe das finais e garantiu vaga na Copa Sul Americana.

Além dos resultados esportivos, Mota destaca uma série de melhorias estruturais:
Reforma completa do Barradão, com novo gramado, iluminação em LED, alambrados, setor médico e melhorias no plano de sócios.
• Ampliação e modernização da estrutura de base, incluindo doze campos com drenagem e iluminação, prédio de apoio, sintético exclusivo e a Academia do Leão, que atende cerca de setecentos atletas.
• Construção de vinte camarotes e refeitórios; ampliação da academia; criação do estúdio da TV Vitória.
• Expansão da rede de lojas oficiais de uma para oito unidades, com a nona prevista para ser inaugurada no Outlet de Camaçari.
• Modernização da concentração e aquisição de ônibus novo.
• Avanço de mais de sessenta por cento das obras do primeiro Centro de Treinamento Feminino do Brasil, com miniestádio para duas mil pessoas.

De acordo com Mota, todos esses avanços foram possíveis mesmo com o clube tendo que conviver com antigas dívidas, o que reduz a margem de investimento e aumenta a chance de equívocos em contratações.

Sobre a equipe para 2025, o presidente afirma que a prioridade é manter a base titular, incluindo atletas emprestados como Lucas Halter, Baralhas, Erick, Thiago Couto e Jamerson. A ideia é só buscar reforços pontuais, já que a equipe terminou o segundo turno do Brasileirão entre os oito melhores. Ele revela que o clube possui três ou quatro pré contratos encaminhados, que só devem ser finalizados após o pleito.

No comando técnico, há interesse mútuo na permanência de Jair Ventura, com conversas avançadas. A situação de Gustavo, cujo vínculo vai até trinta de dezembro, ainda será discutida.

Mota também detalha o andamento do processo para transformar o Vitória em Sociedade Anônima do Futebol. O clube contratou o escritório do advogado André Sica, responsável por projetos de SAF no Bahia, Cruzeiro e Red Bull Bragantino, além de uma consultoria especializada. Segundo o candidato, o objetivo é construir a maior SAF do Brasil em estrutura e patrimônio, mas sem pressa, aguardando o cenário ideal de mercado e realizando a necessária reforma estatutária.

Para o Campeonato Baiano, Mota confirmou que o clube deve utilizar uma equipe alternativa, já que o foco principal será o início do Campeonato Brasileiro, marcado para vinte e oito de janeiro.

O dirigente resume sua plataforma destacando que o Vitória de hoje é, segundo ele, “infinitamente superior ao de 2022”, com salários em dia, credibilidade recuperada e um projeto de longo prazo em andamento.

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