Foto: Sharon Prais/Lance A CBF oficializou, nesta segunda-feira (24), uma ampla reformulação no calendário do futebol feminino que começará a valer a partir da temporada 2026. O pacote de mudanças inclui aumento no número de clubes, mais datas para as Séries A1, A2, A3 e para a Copa do Brasil Feminina, além de novos critérios de premiação e cotas financeiras alinhados aos padrões da Conmebol e da FIFA.
Entre as novidades, a entidade também anunciou um programa de apoio a atletas mães e lactantes, que poderão viajar acompanhadas dos filhos com despesas custeadas pela CBF. A base feminina receberá investimentos adicionais por meio do programa CBF Transforma, reforçando o foco no desenvolvimento da modalidade — especialmente às vésperas da Copa do Mundo Feminina que o Brasil sediará em 2027.
A Supercopa será a primeira competição do calendário, marcada para 8 de fevereiro. O torneio reúne a campeã da Série A1 e a vencedora da Copa do Brasil Feminina. A premiação é de R$ 1 milhão para as campeãs e R$ 600 mil para as vice-campeãs. O mando de campo será definido em acordo entre CBF e os clubes participantes.
A elite do futebol feminino terá início em 15 de fevereiro, com a final prevista para 4 de outubro. A competição passará de 16 para 18 clubes, totalizando 23 datas — duas a mais que em 2025. O número de partidas aumentará de 134 para 167. Cada clube receberá R$ 720 mil na primeira fase, com acréscimo de R$ 20 mil por jogo de primeira escolha da detentora dos direitos de transmissão. A premiação será de R$ 2 milhões para a campeã e R$ 1 milhão para a vice. Duas equipes serão rebaixadas, e todas as participantes terão vaga na Copa do Brasil Feminina. A partir de 2027, todas as atletas precisarão ter contrato profissional.
Critérios para participação em 2026: as 14 equipes que permanecerem na Série A1 de 2025 e os quatro clubes promovidos da A2.
A segunda divisão começará em 14 de março e tem final prevista para 19 de setembro. O calendário ampliado terá 21 datas, contra 13 de 2025, e o número de jogos subirá de 70 para 134. A primeira fase passará a ser disputada em turno único e grupo único. As cotas serão reajustadas para R$ 360 mil por clube. Quatro equipes subirão para a Série A1 e duas serão rebaixadas para a A3. Todos os participantes terão vaga na Copa do Brasil Feminina.
A terceira divisão começará em 21 de março e tem encerramento previsto para 5 de setembro. A competição terá 14 datas, contra 11 de 2025, e 126 jogos, ante 78 da edição anterior. Serão 32 clubes, com representantes de todas as unidades federativas. A primeira fase será disputada em turno e returno, com partidas aos sábados. Cada equipe receberá R$ 120 mil na fase inicial. Quatro clubes conquistarão o acesso à Série A2 e todos os participantes terão vaga assegurada na Copa do Brasil Feminina.
O novo calendário marca um avanço significativo na estruturação do futebol feminino no país, ampliando oportunidades, fortalecendo competições e criando condições mais adequadas para o desenvolvimento da modalidade.