Justiça destitui Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF e nomeia interventor
15/05/2025 | 17:21:42 Paulo Melo
Foto: Rede Social/X

Em decisão proferida nesta quinta-feira, 15 de maio de 2025, o desembargador Gabriel de Oliveira Zéfiro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), determinou o afastamento de Ednaldo Rodrigues da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O magistrado nomeou Fernando Sarney, um dos vice-presidentes da entidade, como interventor, com a missão de convocar novas eleições "com a maior brevidade possível".

A sentença declarou nulo o acordo firmado no início deste ano, que havia sido homologado pela Justiça e viabilizou a eleição que manteve Ednaldo no comando da CBF. A nulidade foi fundamentada na suspeita de falsificação da assinatura de Antônio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes, ex-presidente da entidade, além de questionamentos sobre sua capacidade mental à época da assinatura. “Declaro nulo o acordo firmado entre as partes, homologado outrora pela Corte Superior, em razão da incapacidade mental e de possível falsificação da assinatura de um dos signatários”, escreveu Zéfiro na decisão.

O caso ganhou novos desdobramentos após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinar, no último dia 7, a remessa do processo ao TJ-RJ para apuração urgente das denúncias. A controvérsia envolve um laudo pericial que aponta a falsidade da assinatura de Coronel Nunes no acordo, firmado por cinco dirigentes para encerrar questionamentos judiciais sobre o processo eleitoral da CBF. A deputada Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ) e Fernando Sarney, que também questionam a validade do documento, protocolaram pedidos no STF para a destituição de Ednaldo.

Na última segunda-feira, o desembargador tentou ouvir Coronel Nunes, mas o ex-dirigente não compareceu, alegando problemas de saúde, conforme informado por seu advogado. Diante da ausência, Zéfiro cancelou a audiência e, quatro dias depois, anunciou a destituição de Ednaldo Rodrigues.

Essa é a segunda vez que o TJ-RJ afasta Ednaldo da presidência da CBF. Em dezembro de 2023, ele já havia sido destituído, mas conseguiu retornar ao cargo um mês depois, por decisão judicial. A nova determinação reacende a crise institucional na entidade que gere o futebol brasileiro, enquanto o interventor Fernando Sarney assume a responsabilidade de conduzir o processo de transição e organizar novas eleições.

A decisão do TJ-RJ deve gerar intensos debates no cenário esportivo, com impactos diretos na gestão da CBF e na organização do futebol nacional. A entidade ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

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