CBF Impõe Restrições aos Clubes da Série D na Venda de Direitos de Transmissão
16/04/2025 | 18:43:43 Paulo Melo
Foto: Divulgação/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou uma medida polêmica que impacta diretamente os clubes participantes do Campeonato Brasileiro da Série D. Segundo a entidade, os clubes estão proibidos de comercializar os direitos de transmissão de suas partidas na competição. A decisão gerou reações entre os times, especialmente após o Treze, clube paraibano, fechar um acordo com o Canal GOAT para transmitir seus jogos.

De acordo com a CBF, embora a própria confederação não negocie os direitos de transmissão da Série D, os clubes também não têm permissão para vendê-los a terceiros. A entidade estipulou que as partidas só podem ser transmitidas se os próprios clubes realizarem a produção e a exibição, sem envolver parceiros comerciais. O descumprimento dessa regra pode acarretar punições severas, como a perda da premiação financeira e do suporte logístico oferecido pela CBF, embora os detalhes das penalidades ainda não tenham sido totalmente esclarecidos.

A medida tem gerado críticas, já que a Série D, composta por 64 clubes em 2025, enfrenta desafios financeiros significativos, e a venda de direitos de transmissão poderia ser uma fonte de receita importante para muitos times. O Treze, por exemplo, viu no acordo com o Canal GOAT uma oportunidade de ampliar a visibilidade de seus jogos e atrair novos torcedores. No entanto, com a proibição, o clube agora precisa reavaliar sua estratégia.

Contexto e Repercussão

A Série D é conhecida por sua alta competitividade e por abrigar clubes de diversas regiões do Brasil, muitos com orçamentos limitados. A ausência de uma negociação centralizada dos direitos de transmissão pela CBF já limita a exposição da competição, e a nova restrição aos clubes pode agravar essa situação. Em 2024, segundo dados da CBF, a Série D teve uma média de público de cerca de 1.500 torcedores por jogo, e a falta de transmissões acessíveis pode dificultar o engajamento de torcedores que não conseguem comparecer aos estádios.

A decisão da CBF também levanta questionamentos sobre a autonomia dos clubes. “É contraditório. A CBF não vende os direitos, mas também não deixa os clubes buscarem soluções para valorizar a competição. Isso prejudica o crescimento do futebol nas divisões de acesso”, afirmou um dirigente de um clube da Série D, que preferiu não se identificar.

Enquanto isso, os clubes agora precisam investir em infraestrutura própria para transmissões, o que pode ser inviável para muitos, ou buscar alternativas criativas, como parcerias não comerciais ou plataformas digitais gratuitas. A CBF ainda não informou se oferecerá suporte técnico ou financeiro para que os clubes cumpram essa exigência.

O Que Vem Pela Frente?

Com o início da Série D 2025 se aproximando, a expectativa é de que a CBF esclareça melhor as regras e dialogue com os clubes para evitar conflitos. A proibição, por enquanto, coloca em xeque iniciativas como a do Treze e pode limitar o potencial de crescimento da competição. Resta saber como os clubes se adaptarão a essa nova realidade e se a pressão por mudanças levará a CBF a rever sua posição.

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