Organizadas do Corinthians São proibidas de irem jogos após incidente nas finais do Paulistão 
02/04/2025 | 19:40:54 Paulo Melo
Foto: Mauro Horita / Ag. Paulistão

Uma portaria da Federação Paulista de Futebol (FPF), divulgada nesta quarta-feira (2), determina a proibição da entrada de seis torcidas organizadas do Corinthians em estádios de futebol de São Paulo até o final do ano. As torcidas afetadas são: Gaviões da Fiel, Camisa 12, Fiel Macabra, Pavilhão 9, Estopim da Fiel e Coringão Chopp.

Esta decisão foi tomada em resposta a uma recomendação do Juizado Especial Criminal (Jecrim), com respaldo do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), após incidentes durante a partida de volta da final do Campeonato Paulista, no qual o Timão enfrentou o Palmeiras na Neo Química Arena, no último dia 27 de março. Durante o jogo, sinalizadores foram lançados no campo vindos das arquibancadas onde se localizavam as organizadas. O confronto terminou empatado sem gols, mas o Alvinegro conquistou o título ao vencer o primeiro jogo no Allianz Parque por 1 a 0.

Conforme a portaria, assinada pela diretora do Departamento de Segurança, Infraestrutura e VAR da FPF, Marina Tranchitella, está proibida a entrada “de qualquer indumentária e objetos (faixas, bandeiras etc. ) que identifiquem os associados” das torcidas organizadas. A punição entra em vigor imediatamente, ou seja, já é válida para a partida desta quarta-feira (3), contra o Huracán, da Argentina, pela Copa Sul-Americana, marcada para às 19h (horário de Brasília).

Duas das torcidas punidas já se manifestaram. A Gaviões da Fiel pediu que seus integrantes que comparecerem ao jogo desta quarta utilizem uma camiseta preta do Corinthians ou a "camisa da proibição", além de solicitar que evitem bonés coloridos e itens que façam alusão a "bairros e quebradas". A torcida também informou que seu departamento jurídico está avaliando a situação.

Por outro lado, a Pavilhão 9 expressou “veemente repúdio” à portaria, alegando que a decisão “viola princípios constitucionais e legais” e penaliza “indiscriminadamente milhares de torcedores pacíficos”. Em sua nota, a torcida se comprometeu a oferecer suporte jurídico a quaisquer associados que forem impedidos de entrar em estádios ou tiverem objetos apreendidos de forma arbitrária, promovendo ações individuais para reparação de danos morais e materiais.

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