Receita Federal Espanhola pede prisão do técnico Carlo Ancelotti do Real Madrid 
02/04/2025 | 19:22:11 Paulo Melo
Foto: Getty Images

O técnico Carlo Ancelotti, atualmente à frente do Real Madrid, negou em tribunal a acusação de ter cometido fraudes fiscais intencionalmente. Ele está sendo julgado por supostamente não declarar suas rendas à Receita Federal da Espanha.

Este caso se insere em uma série de processos que visam figuras esportivas no país. O julgamento, que teve início nesta quarta-feira (2), terá continuidade na quinta-feira (3), quando será anunciada a sentença.

Os promotores solicitam a prisão do técnico, que pode enfrentar uma pena de quatro anos e nove meses, sob a alegação de não ter declarado mais de um milhão de euros (aproximadamente R$ 6 milhões), ganhos com direitos de imagem entre 2014 e 2015, durante sua primeira passagem pelo Real Madrid.

A acusação alega que Ancelotti apenas reportou o valor recebido do clube, omitindo a renda proveniente dos direitos de imagem em suas declarações de imposto de renda desse período.

De acordo com a imprensa espanhola, que se baseia em cálculos do Ministério Público, além da dívida tributária cobrada pelas autoridades, o técnico deve ainda pagar uma sobretaxa de 243. 593 euros (R$ 1,5 milhão) e 47. 298 euros (R$ 292. 448) em juros. Ademais, o Ministério Público exige o pagamento de multas que somam 3. 186. 237 euros (R$ 19,6 milhões).

A promotoria sustenta que Ancelotti montou um sistema "confuso e complexo" de empresas de fachada para ocultar os ganhos extras provenientes dos direitos de imagem, bem como outras fontes de renda, como imóveis.

Em sua defesa, Ancelotti afirmou que o esquema de trabalho foi sugerido pelo próprio Real Madrid e que "todos os jogadores fazem isso", incluindo o ex-técnico do clube, José Mourinho.

"Quando o clube me sugeriu, coloquei o Real Madrid em contato com meu consultor. Não liderei com isso, pois nunca fui pago dessa forma [. . . ] Não percebi que algo estivesse errado”, declarou.

O processo deve se estender até quinta-feira, mas as partes envolvidas podem a qualquer momento chegar a um acordo extrajudicial. Tal prática já foi observada em casos semelhantes envolvendo jogadores, resultando em sentenças suspensas, majoritariamente por meio de acordos.

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