Foto: Divulgação / EC Bahia O Bahia empatou em 1 a 1 com o Corinthians em um jogo marcado pela expulsão do capitão Everton Ribeiro, que teve um impacto significativo na partida. O time baiano começou forte, abrindo o placar, mas encontrou dificuldades após a expulsão, o que resultou em uma postura mais defensiva. Na etapa complementar, mesmo resistindo, o Bahia acabou cedendo o empate em um cabeceio de Héctor Hernández, o que fez com que perdesse a chance de conquistar os dois pontos.
O técnico Rogério Ceni comentou sobre a mudança na estratégia defensiva após a expulsão, elogiando o empenho dos jogadores, que se destacaram mesmo com um a menos. Ele reconheceu a justiça da expulsão e indicou que, embora a defesa tenha se saído razoavelmente bem, falhou na jogada do gol de empate, ressaltando as dificuldades que a equipe enfrenta em marcar de forma eficaz.
Ceni também destacou que o Bahia teve boas oportunidades de aumentar a vantagem, especialmente logo no início do segundo tempo, mas não soube aproveitá-las. Ele manifestou preocupação com a defesa, especialmente em situações de bola aérea, um ponto fraco que persistiu desde a temporada anterior.
Após o jogo, Ceni fez uma observação ao volante Erick, que entrou no segundo tempo, orientando-o a manter sua posição em vez de se deslocar em busca do adversário que culminou no gol. Embora tenha reconhecido a boa atuação do jogador, Ceni indicou que a movimentação em campo poderia ter sido melhor.
Agora, o foco do Bahia se volta para a estreia na fase de grupos da Libertadores, onde enfrentará o Internacional em breve. Ceni destacou a necessidade de aprimorar as finalizações e a importância de ter calma nos momentos críticos da partida. Ele também comentou sobre a desigualdade econômica entre os clubes na competição, enfatizando que, apesar de o Bahia ter um elenco competitivo, isso não necessariamente o coloca como um dos melhores times.
Ele falou ainda sobre o potencial de jovens talentos, como Ruan Pablo, destacando a dificuldade em trazer reforços devido aos altos preços no mercado. Ceni ressaltou a necessidade de contratações certeiras para não comprometer o orçamento do clube.
Quando questionado sobre a arbitragem, Ceni enfatizou a importância de melhorar o comportamento dos jogadores em campo, o que facilitaria o trabalho dos árbitros. Ele também comentou sobre o goleiro Ronaldo, que, apesar das críticas, possui qualidade e potencial.
Ceni reconheceu os erros defensivos e sugeriu que a equipe deve arriscar mais chutes de longa distância durante os jogos. Ele defendeu o estilo de jogo tradicional do Bahia, que prioriza a posse de bola e aproximações, mas admitiu que a equipe ainda está se adaptando a jogar com um a menos, o que dificultou a execução desse estilo.
- No lance do cruzamento, que foi muito bem feito, ficou muito difícil para os zagueiros. Tem o mérito do Bidon, uma bola difícil de marcar, que chega com curva. Nós fomos mais maduros no segundo tempo jogando com um a menos do que no primeiro tempo, que fomos para a trocação em alguns momentos. Ainda perdemos algumas chances - pontuou Ceni.