Foto: Reprodução A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) deu um importante passo na luta contra o racismo, a discriminação e a violência nos esportes ao assinar um compromisso em conjunto com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e outras entidades do futebol. Essa ação ocorre em um momento de crescente pressão pública, especialmente no Brasil, onde recentementes incidentes de discriminação em competições sul-americanas reacenderam o debate sobre o tema.
A Conmebol reafirmou seu empenho em erradicar o racismo e a violência tanto dentro quanto fora dos estádios. A organização reconheceu que o racismo é uma questão social global, manifestando-se de diferentes formas em diversas sociedades. Além disso, destacou que suas iniciativas estão alinhadas a medidas mais rigorosas adotadas por outras ligas e pela FIFA.
Para intensificar a luta contra o racismo, a Conmebol uniu esforços com o Observatório de Discriminação Racial no Futebol e o Instituto de Direitos Humanos do MERCOSUL. Uma reunião está agendada para o dia 27 de março, com o objetivo de discutir novas estratégias para enfrentar o racismo e a violência nos estádios e nas competições.
O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, também esteve presente na assinatura desse compromisso. Após as tensões e casos de racismo ocorridos em partidas da Libertadores e da Copa Sul-Americana, ele demonstrou uma postura firme contra a impunidade em relação a esses atos, chegando a boicotar o sorteio da Libertadores como forma de protesto contra medidas inadequadas frente às práticas discriminatórias.
A união entre a Conmebol e a CBF reflete a crescente necessidade de agir com firmeza contra a discriminação no futebol. A próxima reunião pode se revelar um marco na consolidação de políticas antirracismo, e todos os envolvidos no esporte estarão atentos às futuras iniciativas que surgirem nessa importante luta.