Foto: Divulgação / EC Bahia o último dia 12, a torcida do Bahia foi surpreendida com a notícia do bloqueio de R$ 8 milhões das contas do clube pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-BA). O motivo: o não pagamento de dívidas em acordão trabalhista ainda em 2021.
Uma nova audiência foi realizada no TRT e o clube fez um novo acordo para retomar os pagamentos, com um valor dentro da sua atual realidade financeira.
O Tricolor terá que destinar metade do dinheiro arrecadado com o avanço em cada fase da Copa do Brasil, até a quantia limite de R$ 2.700.000,00. No entanto, caso não seja alcançado o avanço na competição, o clube se comprometeu a transferir 50% do valor líquido da venda de jogadores até alcançar a quantia de R$ 1.750.000,00.
O Bahia também se compromete a direcionar ao Acordo Global os valores acumulados com uma eventual venda do Fazendão. As partes, no entanto, ajustaram como garantia de pagamento a penhora do CT do Fazendão, localizado em Itinga.
Também ficou assegurado o pagamento de no mínimo R$ 4.620.000,00 ao longo do período de 12 meses. Caso não alcançado esse valor, o time baiano deve complementar o valor faltante, em até 6 parcelas iguais, independentemente de notificação ou citação.
Outro ponto que chamou atenção no documento foi que o clube, pela primeira vez, citou em um documento oficial a eventual transformação em SAF (Sociedade Anônima de Futebol). Caso isso aconteça e o acordo ainda não tenha sido quitado, o Esquadrão se comprometeu a ajustar com o investidor o pagamento integral do débito trabalhista no prazo de 12 meses.
Com isso, a SAF passará a ser o responsável principal e o clube um devedor solidário.
Por fim, o acordo determina que em caso de redução brusca ou aumento expressivo do faturamento do Bahia, será designada nova audiência para rediscussão dos termos do acordo global.