Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia Novo executivo de futebol do Vitória, Rodrigo Pastana tem o desafio de trazer calmaria a um clube envolto em crise de longa data. No entanto, a carreira de Pastana é marcada por polêmicas, como desentendimentos com jogadores, técnico e dirigente.
O último trabalho de Rodrigo Pastana foi no Cruzeiro, clube em que ele enfrentou rejeição da torcida antes mesmo de assumir a diretoria de futebol, em 2021. Na época, um grupo de torcedores chegou a protestar contra a chegada do dirigente, que ficou menos de quatro meses e foi demitido depois de o patrocinador do clube criticar o gestão do futebol.
Atrito no Bahia e críticas a Jadson
No Vitória, Rodrigo Pastana encontra um velho conhecido. Em 2020, quando era dirigente do Coritiba, Pastana afirmou, em entrevista coletiva, que decidiu não contratar o meia Jadson, que estava no Corinthians, porque ele não performava em treinos e não tinha o mesmo interesse. O clube paulista chegou a emitir nota de repúdio, e Pastana, posteriormente, admitiu erro na atitude.
Esta não é a primeira vez que Pastana trabalha no estado. Em 2014, no Bahia, ele se desentendeu com o meia Rhayner, que tentou agredi-lo com um pedaço de pau, depois de ter sido vetado para um treino pela comissão técnica.
Rhayner não foi o único a discordar da postura do dirigente. Em 2014, quando estava no Figueirense, Pastana recebeu críticas públicas do então volante Marcos Assunção, que disse ter saído do clube por "não conseguir viver com safado". O jogador deu a entender que não concordou com a decisão da diretoria de demitir o técnico Eutrópio.
Ainda no Figueirense, Rodrigo Pastana entrou em rota de colisão com Rodrigo Passoni, então vice-presidente do clube e que renunciou ao cargo criticando o excesso de poder do dirigente. Pastana, que era superintendente de futebol, rebateu e chamou o gestor de "rato e covarde".
Rodrigo Pastana voltou a ser pivô de polêmica em agosto de 2020, depois de ter trabalhado com Argel Fuchs no Coritiba e no Figueirense. Na época, foi vazado um áudio em que o treinador chamava Pastana, então diretor do CSA, de “ladrão, sem vergonha e esquemeiro”. Argel ainda revelou ter um problema pessoal com o dirigente.
- Cuidado com o seu bolso, porque esse cara é ladrão , é sem vergonha, é esquemeiro. Toma dinheiro de empresário, toma dinheiro de jogador - disse Argel, no áudio vazado.
Quando foi apresentado no Cruzeiro, Rodrigo Pastana disse que as acusações de Argel eram infundadas e que o caso estava na Justiça.
Quando trabalhava no Barueri, em 2008, Pastana sofreu uma denúncia de improbidade administrativa, imposta pelo Ministério Público de São Paulo, por suposto uso irregular de verba pública. Ele alegou que não deveria estar no processo, já que não era funcionário público, e afirmou que foi absolvido em 2018.